miettes

.: Vou me convencendo de que tudo é questão de estabelecer prioridades. Quando Marcela Temer surgiu no parlatório ao lado da Dilma e do Michel Temer, ao mesmo tempo em que minha vó fazia um comentário maldoso, a timeline inteira reagiu. Se há algo de cristalizado e consensual na interpretação daquela cena é que a Marcela, sendo bonita e jovem, casou por interesse com um homem mais velho, rico e feio. De puta a arrivista, as piadas foram várias. Que esta é uma situação problemática, curiosamente, quase todo mundo foi capaz de sentir. E entre todas as coisas que poderiam ser ditas sobre o veneno e o preconceito contra a Marcela, parece que parte do feminismo de blogosfera decidiu se debruçar sobre o fato de a moça ter chamado atenção num momento em que apenas a Dilma deveria aparecer. Isso explica o ressurgimento de expressões como objetificação, mulher enfeite, etc. E eu percebo, cada vez mais nitidamente, qual foi o hiato que gerou tamanha briga no lingerieday: as feministas não perceberam que, elas gostando ou não da ideia de mostrar a lingerie no twitter, é inaceitável que uma mulher seja chamada de vadia, bife e “sem conteúdo”.  E é um absurdo que feministas priorizem a crítica à “ditadura da beleza” em detrimento da crítica ao uso, sempre machista, abjeto e grotesco, do conceito de vadia – e suas variantes mais politicamente corretas. Assim como naquela ocasião, aqui o machismo que ridiculariza e ofende uma mulher por ser bonita, ou gostosa, ou por exibir-se, ganha força e eco quando determinado feminismo vem a público dizer que não se deve supervalorizar a beleza ou a gostosura das mulheres, em vez de se rebelar contra a formulação primeira de que há incompatibilidades entre uma mulher inteligente, poderosa e interessante e uma mulher bonita, gostosa, provocante. Quero dizer, se há algo de repreensível, nas reações à presença da Marcela na posse, é que seus motivos para estar com Temer tenham sido imediatamente objeto de especulação e escárnio – num revival daquela piadinha de que quem gosta de pinto é viado, mulher quer é dinheiro. Mas claro, essas são as prioridades do meu feminismo.

.: A Lu escreveu um post a respeito, muito bom e pertinente como de costume. Mas eu preciso fazer a ressalva: Lu, o Temer não é bonito, amiga. Peloamor, heim. Ainda se fosse o excelente ministro José Eduardo Cardozo… ;)

.: A Flávia também escreveu um post, e sem nenhuma surpresa ele é bom. Vem nesse mesmo movimento de pensar a esquerda, e o feminismo aí incluso, de uma maneira diferente, mais libidinosa, como ela gosta de dizer. Tropicália, corpos e etc. Vale demais ler.

.: Eu achei uma foto do monsieur Marcel, de quem falei no post sobre Paris, e decidi escanear e coloca-lo lá, sentadinho, pra quem quiser ver.

.: Eu pensei em fazer um post pra dizer porque eu não gostei do Social Network. Mas eu mal consigo fazer um parágrafo decente sobre isso. O filme é chato, a história é desinteressante, o cara é um canalha e (»denúncia«) nem toca aquela versão de Creep que aparece no trailer. Fujam.

.: É tradição: uma foto, um link. O blog tem sido pouco atualizado, mas em compensação a Lu gosta (cada vez mais, ao que parece) do tumblr. Um dos que ela mantém é o Perfeita. Vai aqui como boas vindas ao ano novo, e como celebração da beleza. Porque no meu mundo, a existência dessas mulheres e a admiração dos outros por elas não significa, em nenhuma medida, opressão à minha própria.

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30 Respostas

  1. Postei lá e repito aqui. Vocês fazem uma falta danada, suas lindas. Elevam o nível do debate, sofisticam mesmo. Ouvi isso lá em Brasília de mais de uma pessoa, e não fui eu quem puxou o elogio, só concordei com ele. ;-)

  2. Todo homem tem o seu machismo incubado. Eu não consegui deixar de sentir estranheza naquele casal Temer. Mas foi só essa a minha “crítica”, por assim dizer (interna e não verbalizada, a não ser em espaços como esse).

    A alegação de que Marcela ofuscou Dilma não me parece muito consistente.

    • Mas há que se perguntar porque é que nos causa estranheza, eu acho. Se salta aos olhos, se parece deslocado, e principalmente se a interpretação imediata é “ela casou por dinheiro”, é indício de que nosso olhar não se desprende de um moralismo forte, que é traço da cultura e blá.
      Sempre um prazer receber visita sua, Marcus :)

      • Não há dúvida de que a primeira coisa que nos passa pela cabeça é que “ela casou por dinheiro”. Não tenho muito como evitar esse raciocínio pairando sobre minha cabeça.

        • talvez soe cínico de minha parte, mas eu me pergunto quem aqui não leva em consideração, de alguma forma, o dinheiro na hora de escolher o companheiro/a – aliás, todo o círculo social. ou quem, na outra ponta, não se importa em absoluto com isso e se casaria com um mendigo. mas aí só provocação :)
          eu não acho improvável que o temer tenha outros atrativos que façam dele um homem desejável e interessante. é um cara poderoso, viajado, que convive com as pessoas mais importantes do país. tem uma carreira, é culto, publicou livros. enfim, há mais coisa nele do que sua conta bancária. estivesse ele com uma mulher da mesma idade, não haveria aí nenhuma estranheza – um homem de 70 anos é o par “adequado” pra uma mulher de 60. então a inadequação dele como companheiro não está nele, mas nele com ela, pq nós achamos que uma mulher bonita e jovem só se apaixona por homens bonitos e jovens, como se o desejo não fosse determinado por inúmeros fatores distintos. como se um casamento não envolvesse milhões de questões além da casa onde se mora e quão bem se vive.
          e no fim das contas, eu não sei se nos cabe perguntar “pq ela está com ele?”. eu tenho amigas que gostam de homens bem mais velhos, que gostam da estabilidade emocional, da maturidade, das perspectivas de alguém que já se consolidou na vida. olhando de perto, que mal há nisso?

  3. Ótimo texto. Também não concordo com os bombardeios à moça, conforme escrevi no meu blog. Parabéns!

  4. Ah, sim:

    “Porque no meu mundo, a existência dessas mulheres e a admiração dos outros por elas não significa, em nenhuma medida, opressão à minha própria.”

    <3 <3 <3

    Como não amar?

  5. eu tb não concordo com quem critica a marcela…mas esse não é o problema levantado pelas feministas. Não foram as feministas que chamaram ela de interesseira. Vc está misturando as coisas. A questão para as feministas é que a mídia e a sociedade como um todo usou a imagem daquela mulher para tentar ofuscar o grande feito do Brasil – de eleger uma mulher de esquerda e feminista. de repente, o assunto não era mais a dilma e nossa conquista em elege-la e sim a beleza da marcela. Eu não tenho nenhuma dúvida de que se ela fosse feia, iam usar a feiura dela, porque para os machistas (homens e mulheres), o importante é ver se a mulher tem beleza ou não, a questão será sempre tentar desqualificar a mulher. Entendeu?

  6. Aline,

    Sim, é por aí mesmo. É o problema histórico dos movimentos de reivindicação social: Acreditar que a Causa que defendem justifica seus meios ou mesmo que ela, por si só, desobriga a reflexão sobre os mesmos – como se coincidir no método com aqueles que você contesta não fosse produzir algum tipo novo de autoritarismo ou um autoritarismo com sinal trocado. Uma das principais características do machismo é o moralismo – amparado numa tradição bastante profunda e antiga -, repetir isso às avessas é produzir outro tipo de opressão que vai sobrar para alguém – muitas vezes, movimentos feministas defendem enrijecimento de leis penais, as mesmas que servem para punir as mulheres, sem ter medir consequências disso.

    Mas talvez esse fenômeno seja apenas das muitas reações possíveis do inconsciente à certa opressão social, o que precisa ser devidamente identificado e levado em consideração por grupos que lutam pela emancipação humana.

    O feminismo que luta contra o machismo usando categorias ideais, fatalmente, serve ao machismo na medida em que, ao criar um ideal de mulher – um modo de vida feminina em relação ao qual todos os demais estão errados -, produz apenas uma camisa de força alternativa à já imposta pelo machismo. Se as mulheres estão fadadas a ter seu comportamento determinado pela instância de veridicção da vez, então por que não se conformar com que já foi ditado pai/companheiro/irmão? Sim, porque pode ser mais cômodo aceitar a última do que a primeira, dado que ambas são camisas de força mesmo.

    No caso em questão, algumas declarações sobre Marcela se assemelhavam ao que os machistas diriam se Dilma aparecesse com um companheiro da mesma idade. Se Marcela é isso ou aquilo por estar casada com um homem mais velho, certamente, os machistas diriam que Dilma é uma puta por ter um companheiro mais jovem.

    beijos

    • eu acho que a gente concorda em gde parte, hugo, como já me pareceu ontem na conversa pelo twitter. e como eu disse, eu não sou estudiosa do feminismo, eu entrei nesse assunto meio que a forceps no lingerieday qdo eu mesma fui chamada de vadia, burra e tratada como uma retardada por mulheres mui feministas que acham que só elas veem a verdade, que elas sim entendem o mundo e que se eu exibo meu sutiã eu sou uma passivona do patriarcado. esse feminismo autoritário e condescendente, primo-irmão do moralismo religioso, me enche demais o saco. meus interlocutores não são machistas, eu to muito longe de querer mudar o mundo, eu mal e mal consigo mudar meus próprios preconceitos. se eu escrevo aqui sobre isso é porque acredito, de alguma forma, que o debate pode ser mais sofisticado, mais interessante do que ele é, algumas vezes. graças a mulheres como a flávia, a lu, a iara, que se dipõem a pensar as coisas de maneira diferente antes de ir pondo o dedo na cara dos outros e reclamando de quão podre é o mundo.

      a propósito, eu li seu último post e gostei. sei que vc é até mais novo que eu, e fico feliz de perceber que nós fazemos parte de uma geração mais arejada, mais aberta ao mundo. obrigada pela visita, um beijo.

  7. […] This post was mentioned on Twitter by Deborah Leão, Ana Guimarães and others. Ana Guimarães said: Bacana demais o post da @tdbem sobre Marcela Temer e as críticas às mulheres bonitas. http://migre.me/3oYue […]

  8. A Dilma tem seus muitos méritos, a Marcela Temer também seus méritos aparentes. Ninguém sabia nada a respeito da Marcela, todo mundo já sabia tudo da Dilma. De quem vai se falar?

    • eu devolvo a pergunta: de quem não se deve falar?

      • sobre o que não se pode falar, deve-se calar, rs

        • ?

  9. É essa a lógica do preconceito: a irracionalidade. E às vezes não se consegue evitá-la. Eu não sou super-homem e às vezes não consigo.

    • mas vc está sempre disposto a conversar e isso é o mais bacana – além de ser um dos motivos de eu tê-lo em tão alta conta.

    • Marcus,

      me metendo na conversa rapidinho. O preconceito não é irracional, pelo contrário, ele é racionalizado ao extremos para que se chegue a argumentos que possam convencer por A+B se valendo de estruturas solidificadas no imaginário coletivo. Tipo: mulher mais velha com homem mais novo é interesse, essas coisas… Enfim, só queria que é racional e por isso pode ser desconstruído. O irracional não poderia =)

  10. Aline,

    Gostei do teu post.Concordo com algumas ideias da sua crítica, em especial aquelas que dizem respeito ao modo como Marcela foi retratada. Assisti a posse de Dilma junto com alguns familiares e fiquei bastante irritada com os comentários sobre o casamento dela com Michel Temer e todos aqueles estereótipos que vc colocou tão bem. No entanto, acho que a sua crítica não invalida a de outras feministas. Pelo contrário: ambas são bastante pertinentes e de certo modo se complementam.
    Uma outra coisa que me irritou muito nos comentários acerca da posse de Dilma é como este “elogio” à beleza de Marcela (vi muita gente tratando ela como um objeto p/ enfeitar o Palácio do Planalto,como se ela não tivesse vontade e desejos) é utilizado como ponto de partida para um discurso que desqualifica Dilma e suas ministras, a ponto de estas serem chamadas de “jaburus”, “barangas” e etc….ou seja, por mais que vc tenha competência, inteligência e chegue a ser ministra ou presidenta, o que importa é a sua suposta ausência de feminilidade, de beleza. Não interessa o fato de que ainda há poucas mulheres ocupando cargos políticos em setores estratégicos do atual governo , a forma como Dilma fará o jogo político ao longo de seu mandato ou tampouco o histórico das mulheres que se tornaram ministras, mas sim como elas são feias , não sabem andar de salto e etc. A desqualificação de Marcela anda junto com a desqualificação de Dilma e das ministras. Uma coisa não pode excluir a outra. Concordo quando vc crítica as feministas por não terem feito uma crítica em relação às opiniões sobre Marcela, mas também considero que estas feministas não estão erradas.

    De qualquer maneira, gosto desta tua atitude reflexiva. Para mim, ser feminista é se questionar o tempo todo o modo como internalizamos o machismo,o sexismo e a misoginia. Assim, o feminismo tem que lidar com as suas tensões e isto só se faz através do exercício da crítica.

    Fernanda Mendes

    • Fernanda, eu não sei exatamente quem vc lê, mas as feministas de quem eu falo de jeito nenhum me complementam – ou eu a elas – nós nos repelimos em nosso discurso, nossa personalidade e nossa história. E eu mostro rapidinho esses pontos inconciliáveis:

      1) Chamar a Dilma e as ministras de feias não significa desqualifica-las intelectualmente. Quem interpreta assim e pressupõe que um comentário sobre a aparência implica necessariamente na indiferença quanto à personalidade ou inteligência geralmente são as feministas de blogosfera. Eu concordo que esse comentário pode não ser pertinente, nem delicado, nem interessante – mas até aí, onde ele está? Na primeira página da Folha? Foi o William Bonner que anunciou que a Dilma é feia? Foram blogueiros respeitáveis? Ou estamos falando de pessoas aleatórias nos twitters e bloguinhos da vida? Pq eu posso dizer que quem eu leio não fica se preocupando, a sério, se a presidenta é bonita ou feia. Mas: numa mesa de boteco até eu já comentei o que eu acho da aparência da dilma, se me permite.

      2) Não sei pq a palavra elogio (em relação à Marcela) está entre aspas. Se chamaram de bonita, gostosa, linda, é elogio, sim, sem aspas. Mas claro, na minha interpretação. Assim como dizer que a Dilma é feia não significa desqualifica-la intelectualmente, chamar a Marcela de bonita não signfica, oras, desqualifica-la intelectualmente. Porque no final das contas, Fernanda, o ponto é esse: notar a aparência de uma mulher, apreciar seu corpo ou rejeita-lo, desejar ou deixar de desejar uma mulher, pra mim, não constitui machismo, sequer um problema. Claro que há casos e casos e é o contexto de cada expressão que determina o tom do que se fala sobre o corpo feminino, ou seja, pode-se ser grosseiro e machista ao comentar o corpo de uma mulher. Mas no geral, eu não acho que uma mulher só é respeitada intelectualmente se, e apenas se, nada sobre seu corpo for dito: seja uma observação lisonjeira ou não. E isso, no feminismo de blogosfera , não existe. Sempre, sempre e sempre o que eu vejo é que qualquer observação sobre a sexualidade e a aparência do corpo feminino são maneiras de desqualificar aquela mulher particularmente e todas nós de modo geral. Se dizem que uma mulher é bonita, ela é um enfeite. Se dizem que é feia, ela sofre com a ditadura da beleza porque afinal mulher é só enfeite. E isso é uma interpretação apenas, é um modo de lidar com as relações e os eventos, embora as feministas achem que essa interpretação – subjetiva e limitada como qualquer outra – é um fato, uma obviedade, um argumento definitivo e deliberadamente ignorado pelo resto do mundo.

  11. Só para complementar : o comentário do Hugo Albuquerque também é interessante e acho que o feminismo tem que pensar nessas questões.

    bjs

  12. Aline,

    Entendi perfeitamente o que vc disse e agora que eu reli o comentário tb não gostei da palavra elogio entre aspas. Deu uma conotação que não era a que eu pretendia.No mais, só gostaria de dizer que eu não afirmei que vc e as feministas da blogosfera se complementam, até pq eu sei das diferenças de discurso. Acompanho o seu blog e sei a forma como vc se coloca. O que eu disse é que, para mim, algumas ideias que vc coloca no seu post não são incompatíveis com os feminismos que eu vejo na blogosfera.Talvez eu tenha me expressado mal, mas enfim… de qualquer maneira, sua resposta tá me fazendo pensar em um montão de coisas.

    • ah, ok. fica registrado então :)

      bj

  13. Olá, Aline. Tudo bem?

    Achei o seu blog totalmente por acaso. Gostei muito desse post. Suas ideias, se fossem incorporadas ao feminismo atual, trariam um frescor necessário ao movimento.

    Discuto, de maneira tangencial, a questão da “ditadura da beleza” em meu blog. Tal como você, entendo que a discussão levantada, involuntariamente, pelo casal Temer, está sendo pautada por questões erroneamente lançadas pelas feministas.

    Afinal, a Dilma foi eleita. A maioria dos homens brasileiros votou nela. Ela governará o país por, pelo menos, 4 anos. Quanto à Marcela Temer, a menos que demonstre vontade e capacidade para vôos mais altos, será esquecida na semana que vem.

    Parabéns pelo blog.

    • Oi Álvaro!

      Vou bem, sim, obrigada :)

      Na verdade minhas ideias não são exteriores ao feminismo atual, pelo contrário, elas vem de feministas que, ao contrário das saudosas do sutiã queimado, continuaram pensando nas questões de gênero e etc. Tem gente que chama esse feminismo mais arejado de pós-feminismo, inclusive, mas é bobagem. São vários os feminismos, e cada um se serve daquele que mais lhe convém.

      Há muito o que se falar sobre o casal Temer, minha observação é essa, pois: que parte do frisson que a Marcela causou vem do fato de ela ser jovem e o marido dela velho, e a gente olha pra isso com muito cinismo. E outra parte do frisson é pq ela é bonita mesmo, ué, chamou a atenção e tudo bem. Ninguém saiu ferido, nem ela, nem a Dilma, nem a contagem dos votos mudou e o serra assumiu no lugar da Dilma. Na minha opinião, as feministas deveriam socorrer quem é chamada de puta, mas o foco fica sempre naquela história de “mulher é reduzida pq só consideram sua aparência”. Talvez eu não saiba me expressar, mas acho que falar da aparência de uma mulher não significa necessariamente reduzi-la, mesmo que os homens não recebam comentários e observações do mesmo tipo. A luta obstinada pela igualdade matemática, simétrica e absoluta entre o tratamento conferido a mulheres e homens pode ser muito limitador, às vezes. E costuma desperdiçar a parte pertinente da discussão, aquela que realmente toca nas questões de aparência e os problemas envolvidos, mas por favor, não vamos generalizar e transformar qualquer elogio ou “des-elogio” num símbolo de opressão e cárcere feminino.

      Muito obrigada pela visita e pela gentileza, seja bem vindo :)

  14. Aline, como não linkei o Godot ainda?? Viajei total! Tava com o endereço do antigooooo!!! E no meu cabeção tava tudo certo.
    Ó, só um detalhe: A Lu deve tá realmente precisando de óculos de grau, aquela linda…Pq não é possível que ela ache o Temer bonito.
    Depois que ela falou isso, eu fiquei olhando e olhando na cara dele…E juro, só consegui achá-lo mais feio ainda.
    Bjos!

    • hahahaha
      fica tranquila q eu não ligo muito pra essa coisa de link, van. fico feliz q vc ainda me leia :)

      pior q eu vi o temer hj de manhã no jornal e pá, achei menos feio. é q tb eu nunca tinha olhado pra ele sem ser pra xinga-lo mentalmente, então de repente meu olhar mudou. mas enfim, bato o pé só pra fazer graça com a lu.

      beijos, queridona

  15. Leio demaisssss!!!! Pena que a Lu ande tão sumida…Mas vamos ver se ela guarda o fôlego pra nóis.

    O link é só pra facilitar meu acesso até seu espaço…Pq assim que vc posta algo sou automaticamente notificada.

    Sobre o Temer: Pffff! Pfff!

  16. Não li todos os comentários, portanto, desculpem se repito algo já dito.
    Mas o fato da Marcela Temer ser ex-miss foi o q me despertou o deboche sobre o casal. O universo por trás dessas competições, e o perfil de suas concorrentes são indícios da objetivação da mulher como assessório.
    Admito meu escrachado preconceito, e se a Dilma aparecesse com seu personal trainner, mesmo q impecavelmente discreto e elegante como a Marcela Temer se portou, me traria o mesmo deboche.
    Julgo minha reação branda, talvez no limite da auto-crítica machista, mas concordo q as reações mais comuns foram abjetas.
    O enfoque desse texto qualifica o debate, Parabéns.

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