não existe título pra post sobre sonho

Primeiro, eu estava na França, investigando um caso misterioso de mortes de pessoas que dormiram ao relento às margens de um rio. As pessoas tinham morrido do nada e ao mesmo tempo parecia que tinha sido de uma causa violenta. E a namorada de um dos caras mortos estava lá, e ela chorava muito e estava completamente revoltada. Aí corta e eu estou na casa dela, numa espécie de república, observando o dia a dia dela. E era uma bagunça a vida dela.

Aí corta de novo, e eu estou com o Paulo, no cemitério da Consolação, entre umas tumbas. E eu fico andando em zigue zague com ele, as tumbas estão todas enfeitadas como se mais tarde fosse acontecer uma festa junina por lá. De repente eu me deparo com uma espécie de palco e cadeiras, é um velório. Mas um velório muito diferente. As pessoas estão sentadas e tristes, e tem uma espécie de banda tocando músicas alegrinhas, e um orador que fala coisas para confortar essas pessoas, ao mesmo tempo que faz umas piadas sobre o falecido, sobre a vida, sobre os enlutados. Tudo muito leve mesmo. E eu fiquei sem graça de virar as costas e sentei na fileira do fundo, onde tinha uma mulher e um homem, cada um num canto. Eu sentei do lado da mulher e Paulo sentou do lado do cara. A mulher estava visivelmente transtornada, e o cara parecia só um curioso, como nós. Aí o orador disse que naquele momento cada um deveria dizer o nome de alguém de quem sente saudades. E eu não consegui falar nada. Achei que não tinha o direito, não era minha cerimônia, nem nada. Fiquei quieta. E vi a mulher do lado roer as unhas. Ela queria falar, eu achei. Aí ela levantou, meio hesitante, e o orador foi todo atencioso e perguntou se ela sentia saudades. Ela disse que sim, mas gaguejou na hora de falar o nome. Mas disse: da época do mensalão. que ela chamou de “biênio do mensalão”. E na hora eu pensei que era por causa do Lula, que aquela época foi a mais próxima de tira-lo da presidência. E ela sentou de novo e disse que ele não merecia estar lá. Ela estava bem nervosa mesmo. Tensa. E eu estava sufocando o riso. Olhava pro Paulo e ele estava querendo rir também. E eu disse que tudo bem, que ano que vem o Lula não seria mais presidente. E ela acalmou e disse “é”. Aí eu falei “vai ser a vez da Dilma” e caí na risada.

Aí eu acordei.
Aliás, faz tempo que eu tive esse sonho.

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12 Respostas

  1. eu quase nunca me lembro dos sonhos que tenho :(
    que bom que vc voltou, fez falta.

    • brigada.

      estou em retiro internético. pero no mucho, como se vê.

      bjos, dani. =**

  2. aqui comentário é resposta.

    • super estranho. tentei mudar mas não consegui. coisa de wp =/

  3. Feliz por você estar de volta. =)

  4. HAHAHAHAHAHA

    O final foi demais!

    Os meus sonhos estão entre o bizarro e o surreal – Embora todos os sonhos sejam surreais. Mas é que não há nada palpável e ”’real”’ neles…Estranho demais!

    Beijos
    Fico feliz que está de volta. Ainda que de maneira junguiana.

    • meus sonhos são estranhos demais. esse foi bonitinho, até.

      brigada, van. beijo.

  5. Eu vim parar aqui em uma sucessão de cliques, o que é sei lá normal.

    Tenho sonhos estranhos e roteirizados, o que eu acho meio bizarro, parece mesmo que algum surrealista escreveu. Pior ainda quando eu sei que tô sonhando. Mas olha, no seu eu fiquei feliz por você dizer o que eu queria dizer e só me chateei de você ter acordado antes de nós contar a cara que a mulher fez. :(

    • seja bem-vinda :)

      a cara foi de q/ hahaha

  6. Continuo vendo o outro blog, e sempre passando por aqui. Gosto dos seus textos, são diferenciados.

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